인형 한국 않습니다

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36 hours November 20, 2009

Filed under: Gorgeous Dolly, Men, Paths, Women - we are always beautiful — thedolldoeskorea @ 4:32 pm

 

In 36 hours it is not going to be Scorpio anymore. That’s fine, amazing Sagittarius will start. I am Sagittarius, and that means my birthday is very near, which always make me happy. I’m one of these people that like their own birthday. No dissimulation, no escaping, no playing it cool: I love to be remembered and congratulated.

However, dear Scorpio, I’ll miss you again for a whole new year. I’ll miss your controverse, your making me crazy, I’ll miss all the good stuff you bring to me.  I have this fantastic configuration where I don’t have a astral hell. Regarding to my Mercury, Venus and Mars, all in Scorpio, when everybody else is facing the hardest days of their astral cicle, I’m having fun. What a fun! With you I get through psicopaths and lovefools…

Only 36 more hours and you will be gone. I just hope I can make it nicely until I meet you again.

With all my love and gratitude,

See you next year.

 

Seul cidade aberta November 17, 2009

Filed under: Discovering Korea — thedolldoeskorea @ 1:30 pm

Quanto tempo será preciso até que eu reconheça as marcas que deixaste em mim? Ou, será que elas existirão? Memórias e marcas podem ser consideradas uma mesma entidade?

Há viajantes que retornam com a alma modificada.  Carregam o caminho feito tatuagem e em cada curva das linhas podem apontar um momento crucial, hospedeiro da virada, onde a partir de então encantou-se o espírito que se tornou diferente.

Eu acredito que continuo a mesma. Em lugar de mudanças encontrei só continuidades. Reforcei velhos hábitos, cultivei velhos defeitos, e por redução sócio-psicológica ao confrontar o Eu no Outro , permaneci. 

Perguntei-me várias vezes se resisti a ti, se evitei-te os efeitos, as empreitadas. Tenho certeza que não. Não sou dada a impeditivos e mesmo em dores ou dificuldades estive disposta aos teus favores. Assim também foste tu: disponível e anfitriã, fácil nos mercados de rua, infinita nos coffee shops, irrepreensível no transporte público, inacreditável na velocidade da internet. Somos colegas, tu e eu, mas por que não nos tornamos amigas? A falta é minha, é tua, das duas? Ou não é de ninguém? Incompatibilidade de gênios seria a alegação do nosso divórcio amigável? E seremos então sem marcas, sem filhos, sem frutos? Seremos tu e eu menos que uma morna lembrança? Quando é que iremos saber?

Gostaria de descobrir impensados afetos silenciosamente construídos entre nós; mas se fomos honestas por todo nosso trajeto, não posso agora mentir para ti. Eu não os vejo e não imagino onde poderiam se esconder. Mas ainda assim espero… espero que o futuro gargalhe de nós e exiba com obviedade um laço, um diligente e enfeitado laço que nos una, além do espaço-tempo.

Todo modo, obrigada. Cumprimo-nos. E tu foste meu primeiro lar fora de casa. Mas… quero casa. Quero os meus. E espero devolver-te intacta àqueles que são teus. 

안녕히계세요 서울 시. Com toda a polidez que te é característica, 안녕히계세요.

 

Amor verdadeiro November 16, 2009

Filed under: Facets, Gorgeous Dolly, Men, Paths, Women - we are always beautiful — thedolldoeskorea @ 6:50 pm
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Painting from 홍지윤

Não há verbo de amor que eu já não tenha te dito

Nem voto de amizade que eu não tenha vertido

E mesmo assim

Só a distância te trouxe pra perto de mim. 

Dei-te poderes por ti indeferidos

Cruzei minh’alma

Atravessei meus pântanos

Atentei jogos de erros e acertos

Por ti, nunca deflagrados.

Sinto que sou eu mesma, mas também um outro alguém,

Alguém esculpido nos amargores e nas doçuras

De um amor ao mesmo tempo vivo e fundamentalmente platônico.

Eu sou quem sempre fui e sou quem me tornei

E de um jeito torto porém definitivo

Eu sou uma mulher

Que amou um homem

A mesma ontológica mulher que ao longo de milênios de civilização

Amou o mesmo ontológico homem…

E por ser todas elas, cada uma delas,

Nem sou-me mais: sou apenas alguém que perfaz a ontologia

Que reside em histórias e habita as lendas

Que perpetuam no mundo os sonhos de amor.

Eu esgotei as ilusões calidamente, sem lástima

Gastei em ti alguns preciosos momentos, com satisfação

Adquiri um certo discernimento

Que ironicamente não saberia apontar

Mas que por labuta e devoção verdadeira fez-me mais forte.

A felicidade é uma dádiva não necessariamente abrangente

Mas ela não consegue me escapar.

Identifico-a em cada esquina, cada dobra, em toda cavidade,

E se ela não me é plena

Tampouco consegue me contornar.

Sou aparato que rebate, anteparo do espírito, instrumento da existência, insistência do ardor,

E se reconheço a tristeza, hóspede recorrente,

Dela também reconheço a medida do bom, a delícia do afável, 

A natureza em mim abençoada do medo corajoso,

Que rasga as carnes e sangra o sangue

Mantendo um coração latente e indisciplinado

Que não vai ser desperdiçadamente ressecado

Pela ausência de retribuição.

Eu aceito o que a vida me dá e isto não é conformismo. 

Quero mais: isto é fato;

Mas também quero os pequenos presentes,

Pois se há pérolas que são lançadas aos porcos

É porque há porcos capazes de apreciação.

Nem tudo são flores,

Nem todas são pérolas.

Eu sou um porco afeito de si.

 

 

There is no word of love I didn’t call

Nor vow of friendship I didn’t played

And even so

Only distance could bring you close.

I gave you powers you’ve denied

I went through my soul

I crossed my swamps

Attempted games of trial and error

For you, never consumed.

I feel like myself but also as someone else,

Someone built under bitters and sweets

Of a fundamentally platonic yet alive love.

I am the same and the one I became

And in a bent but definitive way

I’m a woman

Who loved a man

The same ontological woman who loved the same ontological man

Throughout civilization millennia.

Being all of them, each of them

I’m not myself anymore: I’m the one who walks the ontology

Who lives in story and resides on legends

The ones spreading over the world the dreams of love.

I’ve emptied my illusions warmly, no regrets

I’ve spent on you some precious moments, gladly

I’ve achieved some understanding

Which ironically I can’t point out

But out of labor and true devotion it made me stronger.

Happiness is a gift not necessarily wide

But it can’t escape from me.

I notice it in every corner, every fold, and all hollows,

And if it is not full in me

Neither is able to come around.

I’m a countering apparatus, spirits’ bulkhead, existence’s instrument, ardour’s instancy,

And if I acknowledge the sadness, applicant guest,

I also acknowledge its length of good, delight of kindness,

My innate blessing of courageous fear,

Tearing my flesh apart and bleeding my blood

Keeping a stubborn and latent heart

Refusing to be wastefully dried

For the absence of reply.

I take what life gives me and that’s not conformism.

I want more: that’s for a fact;

However I still want the small gifts,

For pearls are still cast before swine

It’s because some swine can relish.

Not everything is precious,

Not everyone is pearl.

I’m a swine fond of itself.

 

Sub-reptícios November 11, 2009

Filed under: Discovering Korea — thedolldoeskorea @ 12:28 pm

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Mastigo lágrimas não vertidas

Sem saber muito bem o porquê.

Esse soro inato em mim tão fácil,

Afeito a saltos contumazes de fé,

Avisa-me que não me renda, que os engula,

Pois que querem marinar meu espírito e não vazar

Como um dique tolamente rompido.

A montanha é alta e seu trajeto  inóspito

Como minúsculos trabalhos de Hércules

Que no final laureiem o herói.

Eu caminho os meus passos numa subversão do que sou,

Eu persigo o próximo, e o um e depois outro um,

Na quantificação de que o somatório me alcance o cume.

Mas eu não o olho, não o busco, 

Pois que ele talvez não me aconteça. 

O destino é árduo e eu inepta

E acreditar que perfarei toda a vereda

É uma veleidade da minha alma.

A mesma veleidade que me forja as lágrimas

As quais, em face à conquista do cume,

Exigem-me retê-las, que não se querem verter.

 

 

I eat unweeped tears

And I quite don’t know why.

This innate syrup so easy in me

Used to daring leaps of faith

Advises me not to surrender

And swallow it up

For they want to sauce my soul and not to leak

As a silly broken dike.

The mount is high and its path inhospitable

As tiny labors of Hercules about to laurel the hero.

I walk my steps in a subversion of who I am,

I chase the next, the one and the other one,

Quantifing that the sum gets me to the summit.

But I don’t look at it, I don’t look for it,

For it may never happen to me.

The destiny is tough and I’m inept

And believing I might make it through

Is a caprice of my soul.

The same caprice that forges my tears,

The ones that facing the top

Demand me to withhold, because they don’t want to shed.

 

pra vir November 10, 2009

Filed under: Discovering Korea — thedolldoeskorea @ 10:32 am

viagem pra coréia pra cpi

 

brevidades November 9, 2009

Filed under: Art By Itself, Discovering Korea, Facets, Paths, the ones that stayed behind — thedolldoeskorea @ 12:14 pm

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Variações de felicidades são tão díspares quão numerosas são as pessoas.

Poderia eu encontrar  entre elas alguma sinonímia?

Sento-me numa sólida rocha sob o farfalhar das folhas de outono,

Ladeada por murmúrios de um córrego,

E a verdade óbvia e adormecida de que não há silêncio no mundo

- apenas quietude -

Instala em mim uma felicidade exaustivamente versada

Infinitamente cantada em cinco mil anos de civilização.

Minhas palavras, normalmente bradadas, 

Avisam-me a urgência da pena

Pois que desejam partilhar, do momento,

a quietude mas também a evanescência.

Onde difere esta felicidade,

tão exígua e sazonal, 

Daquela pela qual nutrimos um delicado desespero?

Uma felicidade perene, compulsória,

Que abrande as nossas perdas e amplifique os nossos êxitos?

Hoje eu olha a Coréia e vejo

Um povo que me abastece em milhões de retóricas.

Não percebo um momento, um instante, uma fração

Onde nossas felicidades se esbarrem…

Há neles uma inferência pelo contido,

E o sublimado,

Que esvazia em mim qualquer viés de reciprocidade.

Restam dúvidas e abismos nunca transpostos

Da excelência ou desabono do Eu.

Contudo,

Em uma sólida rocha além da brecha

Entre o ciciar de folhas e os murmúrios de um rio

Há uma felicidade soberanamente coreana

Que não hesita em me invadir.

 

 

Variations of happiness are many as many are the people.

Could I find some resemblance among them?

I sit over a solid rock beneath the whistle of autumn leaves

Sided by the muttering of a stream

And the obvious and numb truth which there’s no silence in the world

- only stillness -

Settles inside me a thoroghly versed happiness 

Immensely tuned along five thousand years of civilization.

My words,  usually shouted,

Warn me about a pen’s urgency

Towards the wish of sharing the moment

In its quietness and also evanescence.

Where does this happiness differ,

So brief and seasonal,

From the one we nurture within a delicate despair?

An everlasting happiness, compulsory,

To diminish our losses and amplify our outcomes?

Today I look over Korea and I see

A People that fills me a thousand rhetorics.

I can’t point a moment, an instant, a glimpse

Where our happiness touch each other…

They have an illation for the held back,

And the sublimate,

Which empties in me any ounce of reciprocity.

Doubts and never crossed abysses remain

Onto excellence or discredit of the Self.

However,

Over a solid rock beyond the bridge

Between leaves’ rustles and a river’s sough

There is a happiness sovereingly Korean

Which has no hesitation in striking me down.

 

venialidades November 6, 2009

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Gosto dos amargos, dos azedos, dos picantes,

E apenas em teu beijos busco o dulçor.

Um açúcar breve, mentiroso, insustentável, 

Que logo revela o sal da carne e as falácias do ardor.

Eu nunca seco, eu sou quem jorra;

Quem jorra mucos e salivas, sangue ou linfa,

Toda uma vastidão de fluidos corporais que nos hidratem

E nos lubrifiquem moto-contínuo,

Pois quando refogo você dentro de mim

Só há sabores e temperatura. 

Eu sou um caldo espesso como você nunca supôs,

Fragrância utópica, valor estrito,

A delicadeza rota de um sincero segredo

Ávido por ser desvendado.

 

 

I like bitters, sours and spicies

And only in your kiss I search for sweets.

Some transient sugar, lying and unbearable,

Fast in showing a meat’s salt and an ardour’s fallacy.

I’m never dry, I’m the one that floods;

I flood mucus and saliva, blood or lymph,

All the amplitude of body fluids

To hydrate and lubricate us in perpetual motion,

Because when I braise you inside of me

There is only taste and temperature.

I’m a thick broth as you could never image,

Chimerical fragrance, strict amount

The shabby delicacy  of a sincere secret

Willing to be unveiled.

 

Passa lá, a gente tomo um chope, joga uma conversa fora… November 4, 2009

Unfortenately guys for you that doesn’t speak portuguese you will not be able to participate in this overall, over the top, overwhelming experience of discussing important and non-important subjects over a trash bar table which we pretty much love doing in Brasil.

 

Pro resto da galera, está aí: Aperitivo Digital blog de uns “amigos, parceiros, camaradas” que propõe-se à filosófica discussão sob influência: alcoólica, política, whatever. O negócio é falar sobre os assuntos que aparecem, e que parecem interessantes. Às vezes muito inteligentes, às vezes muita baboseira, assim como deve ser. 

 

Passa lá. Você me encontrará quase diariamente naquela mesa lá do fundo, onde dá pra ver o bar todo, desempenhando minha performance de Don Corleone.

 

 

In a girl’s support November 2, 2009

Filed under: Discovering Korea, Facets, Friends, Gorgeous Dolly, Men, Women - we are always beautiful — thedolldoeskorea @ 2:41 pm

Ooh yeah, surrender me a kiss
Let me loose on you inch by inch
The one and only reason is fun fun fun
Well baby, we’ve only just begun

Don’t talk just kiss
We’re beyond words and sound
Don’t talk just kiss
Let your tongue fool around
Let’s fool around

Ooh yeah, there’s people there’s love
You and I both apply to the above
The one and only reason is fun fun fun
Well baby, we’ve only just begun

Don’t talk just kiss
We’re beyond words and sound
Don’t talk just kiss
Let your tongue fool around

Huh-huh we’re wasting precious time
Don’t talk kiss, make it mine
The one and only reason is fun fun fun
Well baby, we’ve only just begun

Don’t talk just kiss
We’re beyond words and sound
Don’t talk just kiss
Let your tongue fool around

Come on, come on, come on, come on
Fool around
Surrender your love to me

Don’t talk just kiss
We’re beyond words and sound
Don’t talk just kiss
Let your tongue fool around

Let’s fool around what d’you say

 

Retiro o que eu disse November 2, 2009

Filed under: Discovering Korea, Friends, Gorgeous Dolly, Men, Paths, Women - we are always beautiful — thedolldoeskorea @ 12:25 pm

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Galera, escorpião resolveu calar a minha boca, que não o difamasse por aí. Em consequência, ontem tive uma das noites mais “produtivas” da minha estada na Coréia.

Ontem eu estava muito “brasileira”. Há meses sem o normal-exagerado contato físico que temos entre os amigos, cheios de “abraços e beijinhos, mil carinhos sem ter fim” eu abracei e beijei TODAS as pessoas que estavam no bar. A melhor parte é que elas queriam e gostaram de ser abraçadas e beijadas. Era um povo que fala inglês, que gosta de gringo, e que (novidade!) ama o Brasil. 

Esse bar se chama Mania Street. Sacou?! Loucura, loucura, loucura. Quando vou lá com meus co-bêbados Merceditas e David bebo muito mais que cerveja – o que não é normal pra mim. A gente começa com o chope, daqui a pouco passa pros shots… perdição de linha, do carretel, da porra toda. O de ontem foi um porre homérico, agressivo, do tipo “me acompanha até o táxi?”

Amanhã eu viajo pra mais dez dias em Wonju. Merceditas viaja pra China com o irmão, Fernando, que chegou aqui há dois dias. Quando voltarmos, David já terá indo embora pra Amsterdã, então ontem foi a festinha de despedida. E que despedida. Digamos que eu peguei. E peguei de novo. E de novo. E de novo. Aí acabou.

Eu sei que esse texto está um lixo, mas eu estou numa ressaca infernal e também na dúvida sobre quanto falar. Tem boi na linha, sabe? Mas eu tinha a obrigação de vir aqui e dizer que escorpião é lindo, divino, maravilhoso, que amo as escorpianices, e que estou tendo de novo um dos melhores momentos do ano, sob seu signo.